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Como criar coelhos - 7 dicas de sucesso

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A chave para o sucesso de uma criação de coelhos é um bom manejo. Apesar de muito sensíveis, eles respondem rápida e satisfatoriamente se criados em condições adequadas.   Nos últimos anos, o interesse pela  criação de coelhos  tem crescido muito principalmente por seu potencial de produção com um mínimo de investimento. Para se ter ideia, em termos de composição e valor nutritivo, a  carne de coelho  tem 21% de proteína, 8% de gordura, 50 mg de colesterol a cada 100 g e 40,15% de valor nutritivo. Valores estes muito mais atrativos quando comparado ao frango, por exemplo, que possui 18,6% de proteína, 4,9% de gordura, 90 mg de colesterol a cada 100 g e 31,62 de valor nutritivo. Mas as vantagens não param por aí: patas, rabo, vísceras, cérebro, sangue e esterco também são fontes complementares de renda, quando se opta por este tipo de investimento. Se é seu desejo iniciar uma criação de coelhos, fique atento às dicas abaixo. Saiba, no...

Coabitação intra e inter espécies

Coabitação intra espécie Os coelhos são sociáveis, mas, também muito apegados ao seu território e hierárquicos. Dois coelhos do mesmo sexo que coabitam na mesma gaiola se agridem frequentemente; em geral, os machos e as fêmeas podem viver juntos, mas, é preciso arcar como grande número de descendentes oriundos desse tipo de convivência. A castração permite uma coabitação mais harmoniosa entre coelhos do mesmo sexo e evita o inconveniente de grande número de descendentes, quando os coelhos são do sexo oposto. Coabitação com cobaia Em geral, coelho e cobaia se entendem bem; um coelho macho não castrado tende a utilizar a cobaia para satisfazer a sua libido. Uma coelha não castrada pode se mostrar agressiva contra a cobaia nos períodos de atividade sexual. O coelho normalmente alberga bactérias do gênero Bordetella , inofensivas para a espécie, mas, pode causar pneumonia ou abortamento em cobaias. Coabitação entre outros roedores A coabitação entre outros roedores...

Comunicação entre coelhos

O coelho é um animal elativamente muito silencioso no entanto, pode emitir sopros ou grunhidos antes de um ataque. Em caso de pânico extremo ou dor intensa, pode emitir um grito agudo de intensidade surpreendente. Ele também dispõe de posturas para se fazer compreender: em caso de inquietude, bate brutalmente os membros posteriores no solo; antes de uma agressão, projeta-se para frente com as duas patas anteriores estendidas. Há 3 glândulas odoríferas: submentonianas; perianais e inguinais, situadas nas pregas cutâneas de ambos os lados do orifício genital. O tamanho dessas glândulas e a intensidade da demarcação dependem da secreção de andrógenos, sendo o poder de demarcação dos machos maior que o das fêmeas. Fonte : Novos animais de estimação -  QUINTON, Jean-François - 2005 - Editora Roca

ENDOPARASITOSES DE COELHOS CRIADOS EM DIFERENTES SISTEMAS DE MANEJO

Aleksandro Schafer da Silva, Lílian Varini Ceolin, Silvia Gonzalez Monteiro RESUMO O objetivo desse trabalho foi pesquisar e identificar endoparasitas de coelhos em diferentes sistemas de criação, denominados: criação doméstica, criação comercial e criação em biotério. Foram analisadas 120 amostras de fezes frescas de coelho (40 amostras de cada tipo de criação). Das amostras analisadas 116 (96,66%) apresentaram um ou mais parasitas nas fezes sendo que em 113 destas (94,16%) encontrou-se o gênero Eimeria sp.. Todas as amostras de fezes dos coelhos de criação doméstica apresentaram infecção por Eimeria sp . , sendo encontrados em 20% das amostras cistos de Giardia sp, 10% ovos de Hymenolepis diminuta, Trichostrongylus sp., Trichuris sp. e 5% possuíam infecção por oocistos de Crypto sp oridium sp .. Nas amostras analisadas dos coelhos de criação comercial, observou-se 100% de Eimeria sp . e 22,5% de Giardia sp., respectivamente. Na análise das fezes dos coelhos de biotério, 82,5...

Nota Técnica – Me despertou o interesse em criar coelhos, o que faço agora? 7 dicas importantes

Por: Luiz Carlos Machado Professor do IFMG Bambuí, Presidente da ACBC E-mail: luiz.machado@ifmg.edu.br A criação de coelhos é uma atividade empolgante e sempre que são exibidas reportagens sobre a cunicultura um grande número de pessoas se veem interessadas. Parte dos que iniciam sem muita informação logo descobrem que é uma atividade complexa, o desempenho produtivo e reprodutivo dos animais não costuma ser o que esperavam além de não conseguirem vender seus produtos, se encontrando então repletos de dificuldades das mais diversas ordens. Prova disso é a elevada quantidade de criadores que desistem da atividade já no primeiro ano de trabalho. Assim, nossa experiência tem mostrado que grande parte das pessoas ficam extremamente empolgadas quando escutam falar de cunicultura e pensam que os lucros virão na mesma velocidade que a reprodução dos coelhos, ou seja, de maneira muito rápida. Para essas pessoas sempre recomendamos cautela . A cunicultura sempre está associada a es...

Fechamos mais um mês do ano.

Oi, amadinhos e amadinhas, como estão??? Mais, um mês de 2017 se foi e nós passamos das 300 postagens, oba!!!  Por um lado é ótimo por outro, ficarei um tanto quanto distante agora de vocês, por motivos da faculdade mesmo, porém, na medida do possível, volto pra cá, afinal de contas esse cantinho é nosso point de coelhos, onde falamos um para o outro olho no olho, não é mesmo? Bem, agora já sou meio médica veterinária, meia vida ainda me falta, porém, agora as coisas esquentam bastante por aqui. Infelizmente não irei a Semana do Fazendeiro, snif, snif, por motivos pessoais, (se fossem apenas financeiros, juro que ficaria menos triste), mas, por razões emergenciais e nada de adiamento. Quero dizer que o Livro sobre cunicultura está quase no forno, foi colocado para crescer e pela vontade divina logo, logo, ele estará no forno e também assadinho e pronto para ser degustado. Pessoas, muitos me pedem para os inclua no grupo do whatsapp, porém, os números não ap...

Curso on line de Cunicultura pelo CUNICULTANDO

AMADOS... Novidades no ar ... Como já viram no título isso mesmo estamos organizando um curso on line para os leitores do Cunicultando, será um curso teórico simples e de custo baixo, pois, ensinaremos como começar uma criação de coelho seja ela para corte ou como a minha produção pet. Traremos depoimentos de cunicultores renomados, eles falaram de seus erros e acertos na cunicultura para que você querido seguidor não comete os mesmos erros. Com já disse será um curso teórico a priori, a intenção depois é fazer um curso em vídeo. Outra novidade é que nas minhas tão sonhadas férias (enfim chegaram após um semestre de muitas lutas e provas) é que lançarem em primeira mão aqui no blog o livro virtual nas versões mobi, epub e também pdf, por enquanto não sei em qual plataforma de venda e nem valores porque as plataformas cobram por número de páginas e o meu livro estará com muitas dicas, terá a parte de terapêutica para coelhos, doenças, só não comentarei sobre tratamento de...

Queimadura de gaiola (queimadura por urina)

É uma doença quase sempre confundida com a treponematose, e que pode ser verdadeiramente diferenciada apenas devido à ausência de espiroquetas em microscopia de campo escuro e à ausência de anticorpos contra Treponema cuniculi. Afeta o ânus e os genitais externos e é causada por pisos de gaiola úmidos e sujos. Os coelhos que carecem de controle adequado do esfíncter da bexiga gotejam constantemente urina, e também podem estar afetados. As membranas do ânus e da região genital ficam inflamadas e fendidas. A região logo se torna secundariamente infectada por qualquer bactéria patogênica. As crostas amarronzadas recobrem a área e um exsudato purulento hemorrágico pode estar presente. A manutenção da limpeza e secura dos pisos de gaiola e a aplicação de nitrofurazona ou de uma pomada antibiótica nas lesões aceleram a recuperação. Fonte: Manual Merck de Veterinária: um manual de diagnóstico, tratamento,  prevenção e controle de doenças para o veterinário / Clarence M. Fraser, edit...

Mastigação dos pelos e “bolas” de pelos

O coelho limpa-se  constantemente e, quase sempre, o conteúdo do estômago inclui pelos, que normalmente passam pelo trato gastrointestinal e são excretados com as fezes. O pelo ou lã (angorá) se torna um problema, apenas se quantidades excessivas forem consumidas ou quando se acumulam no estômago e bloqueam o piloro. Se isso acontecer, o coelho se torna anorético, perde peso e morre dentro de 3 a 4 semanas. A escovação diária para remoção dos pelos soltos evita eficientemente esta afecção. O óleo mineral e os laxantes não são eficazes na remoção da massa de pelos. No caso de animais valiosos, pode-se tentar a remoção cirúrgica. O suco de abacaxi contém a enzima digestiva bromelaína, e tem sido utilizado para tratar casos precoces de tricobezoares ou “bolas” de pelo; um adulto recebe 10mL de suco fresco ou congelado, por meio de uma sonda gástrica ou de agulha de intubação, diariamente por 3 dias. Tanto o fluido como a enzima ajudam a dissolver a matriz da “bola” de pelo. Dev...

Maloclusão dentária

Nos coelhos, os incisivos, pré-molares e molares crescem durante toda a vida. O comprimento normal é mantido através da ação de desgaste dos dentes opostos. O prognatismo mandibular (maloclusão, braquignatismo) é, provavelmente, a doença congênita mais comum nos coelhos e leva ao supercrescimento dos incisivos e, em conseqüência, à dificuldade para comer e beber. Pode-se realizar uma correção temporária ao se cortar, de vez em quando, os dentes supercrescidos com alicates para osso ou arame. Às vezes, os dentes molares supercrescem e causam lesões graves na boca e na língua. Já que é geralmente considerada como herdada, os coelhos com essa afecção não devem acasalar. Porém, os coelhos jovens podem danificar seus dentes incisivos ao puxar o arame da gaiola, o que resulta em desalinhamento e possivelmente maloclusão, graças ao crescimento dos dentes. Esta afecção não pode ser diferenciada da maloclusão genética, e esses coelhos também devem ser descartados. Fonte: Manual Merck ...

Canibalismo

As coelhas jovens podem matar e consumir suas crias por qualquer razão, incluindo nervosismo, abandono (falha ao amamentar) e frio intenso. O canibalismo dos filhotes mortos acontece como instinto natural de limpeza do ninho. Os cães ou predadores que entrarem numa coelheira quase sempre fazem com que as coelhas nervosas matem e comam os filhotes. Se todas as práticas de manejo forem apropriadas e a coelha comer 2 ninhadas consecutivas, ela deve ser descartada. Fonte: Manual Merck de Veterinária: um manual de diagnóstico, tratamento, prevenção e controle de doenças para o veterinário / Clarence M. Fraser, editor. -- 7. ed. -- São Paulo : Roca, 1996

Fratura das ancas

A fratura ou deslocamento das vértebras lombares com compressão ou rompimento da medula dorsal é comum tanto em coelhos de estimação quanto em comerciais. Os sinais comuns incluem paresia ou paralisia posterior e incontinências urinária e fecal, devidas à perda do controle do esfíncter. Quase sempre os sinais iniciais de paralisia resolvem-se em 3 a 5 dias, à medida que o inchaço ao redor da medula diminui. A paralisia após 3 a 5 dias, ou incontinência, corresponde a um prognóstico grave e justifica a eutanásia. Fonte: Manual Merck de Veterinária: um manual de diagnóstico, tratamento, prevenção e controle de doenças para o veterinário / Clarence M. Fraser, editor. -- 7. ed. -- São Paulo : Roca, 1996

Varicela dos coelhos

É uma enfermidade aguda e generalizada dos coelhos de laboratório (Oryctolagus) (aparentemente, não tem sido reconhecida nos coelhos selvagens [Sylvilagus]), caracterizada por pirexia, descargas nasal e conjuntival e erupção cutânea. A mortalidade varia, mas é sempre alta. Desde 1930, têm sido poucos os surtos comunicados nos EUA. O vírus causador está intimamente relacionado ao vírus da vacínia, e alguns surtos podem ter sido causados por uma cepa virulenta desta. O vírus pode ser isolado ou diagnosticado sorologicamente por métodos apropriados para vacínia. A contaminação de uma coelheira é rápida, mas os coelhos inoculados com vacina de varíola (com vírus de vacínia) ficam imunes. O vírus da varicela dos coelhos não infecta o homem. As lesões mais características observadas durante a necropsia são erupção cutânea, edema subcutâneo e da boca e outros orifícios corporais. Quase sempre se observam pequenas áreas acinzentadas de necrose por todo o parênquima hepático, esplêni...

Fibroma de Shope

O fibroma de Shope ocorre sob condições naturais apenas no coelho-cauda-dealgodão, embora o coelho doméstico também possa ser infectado, através da inoculação de material que contenha o vírus. A doença pode ocorrer nos coelhos domésticos em regiões onde seja endêmica nos coelhos silvestres e onde as práticas de criação permitam o contato com vetores artrópodes. A causa deste tumor, que ocorre nas pernas, nos pés e orelhas, é um vírus de fibroma que pertence ao grupo dos poxvírus. A primeira lesão observada em um coelho infectado é um ligeiro espessamento do tecido subcutâneo, seguido pelo desenvolvimento de uma tumefação macia e claramente demarcada. Estes tumores podem persistir por vários meses antes de regredir, deixando o coelho essencialmente normal. Não se têm desenvolvido medidas de controle para esta enfermidade, já que ela é de pouca importância para os coelhos domésticos. Fonte: Manual Merck de Veterinária: um manual de diagnóstico, tratamento, prevenção e cont...

Mixomatose infecciosa

A mixomatose é uma doença fatal de todas as raças de coelhos domésticos e da Oryctolagus cuniculus (o coelho selvagem europeu). Os coelhos-cauda-de-algodão (Sylvilagus) e as lebres-americanas são muito resistentes. Todos os outros mamíferos são refratários. O vírus da mixomatose, um membro do grupo dos poxvírus, é transmitido por mosquitos, mutucas e por contato direto. Várias cepas são patogênicas. Nos EUA, a mixomatose está enormemente restrita à zona costeira da Califórnia e Oregon, onde raramente ocorrem epidemias. Estas áreas representam a distribuição geográfica do coelho do mato da Califórnia (Sylvilagus bachmani), que é o reservatório da infecção. As perdas podem alcançar 25 a 90% nas coelheiras. Todas as idades são suscetíveis, embora os jovens com até 1 mês de idade pareçam ser mais resistentes que os adultos. O primeiro sinal característico é a conjuntivite, que se acentua rapidamente e é acompanhada por uma descarga ocular leitosa. O animal apresenta-se apático e...

Nosematose

A Encephalitozoon (Nosema) cuniculi causa uma protozoonose amplamente disseminada em coelhos e, às vezes, em camundongos, cobaias, ratos e cães. Geralmente não se observam sinais clínicos. É levemente contagiosa em uma coelheira e acredita-se que se espalhe na caixa-ninho, de coelhas portadoras para os filhotes lactentes. À necropsia, as lesões mais significativas são cicatrizes nos rins. As lesões microscópicas consistem em granulomas focais e pseudocistos no cérebro e nos rins. Às vezes, observa-se severa nefrite intersticial focal. O diagnóstico é feito por identificação das lesões (pseudocistos) e observação dos microrganismos quando corados com corantes especiais. Vários testes sorológicos e dérmicos são úteis na seleção de coelhos, à procura de anticorpos para o microrganismo. Não se tem tentado o tratamento. A prevenção está ligada à boa higiene, e talvez à triagem sorológica do lote reprodutivo, com a eliminação dos reagentes positivos. Foi relatado um caso de nosemato...